A Sedução da Poesia (Portuguese Edition)


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Preview — Cartas de um Sedutor by Hilda Hilst. Get A Copy. Paperback , pages. More Details Original Title. Other Editions 6. Friend Reviews. To see what your friends thought of this book, please sign up. To ask other readers questions about Cartas de um Sedutor , please sign up. Lists with This Book. Community Reviews. Showing Rating details. More filters. Sort order. View all 13 comments. View 1 comment. I found this a little less gripping than 'Madame D' and 'Dog Eyes. The writer is more or less trying to 'seduce' his sister into either i playing along with his fantasies or ii admitting her own perversions.

So far so good. But the frame is relatively dull: a second writer, this time one with a bit more moral fiber, reports on his life. His name is Tiu. There's comparatively little movement, I found this a little less gripping than 'Madame D' and 'Dog Eyes. There's comparatively little movement, and much of it seems pointless. If you really, really enjoy the pomo writer-writing-stories-in-a-story thing, you'll get more from it than I did, but compared to the Letters themselves That said, I suspect this was a failure of execution, rather than of idea.

Of course, the marketing suggests that the book is just about fucking, and if that's your kind of thing, there's plenty of 'transgression' in here, some of it genuinely appalling. But what's interesting is the question of how we're to judge the relationships between pornography and art, sex and beauty, and, most importantly, immorality and love. The submissive prize wicked ceo book 4. The second fritz leiber megapackr. Lernbehinderung die soziallage von. Bound for glory a brief history of the darlington rifles.

La vie prive des hommes a pompei. The tales of the heike. The Perninine in the Poetry of Herberto Helder. London: Tamesis, Pessoa, Fernando. Richard Zenith. New York: Grove, Lisbon: Ulisseia.

European Portuguese Lessons - Poema "Mar Português" - Fernando Pessoa

Pinto do Amaral, Fernando. Rilke, Rainer Maria. Duino Elegies. Leishman and Stephen Spender. New York: W. Norton, Hanover: UP of New England, Silvestre, Osvaldo Manuel e Pedro Serra, ed. Voller, Jack G. Dekalb: Northern Illinois UP, He was a lec- turer in Portuguese and Lusophone literatures at Yale University He holds a Ph. His dissertation is on poetic subjectivity in Herberto Helder. His current research interests include con- temporary Luso-Brazilian poetry and fiction and Portuguese-American literature.

He has also published two books of his own poetry. Email: antonio. Os Passos em Volta de Herberto Helder, publicado pela primeira vez em , e o unico volume de contos numa obra predominantemente poetica. O modo discursivo por excelencia destes contos e o ironico. Eu sugiro que estes dois factores inviabilizam as estrategias de leitura monologicas atras mencionadas.

Na sua monumental historia pessoal, o fracasso de instituiu-se como inkio em maturidade de uma poetica radicada na inevitabilidade do dizer e do fazer poeticos. Para exemplificar a sua teoria, o homem ironico alude a historia do medico que Ihe receitou remedios para a loucura, e a do homem velho que, apesar de nao ter ja muito que esperar da vida, nao prescindia do amor, e entao amava as flores. Enfim, nao seria isso mais nobre, digamos, mais conforme ao grande segredo da nossa humanidade?

Aplico-o a noite, quando acordo as quatro da madrugada. E simples: quando acordo aterrorizado, vendo as grandes sombras incompreensiVeis erguerem-se no meio do quarto As vezes uso o processo de esvaziar as palavras Digo-a baixo vinte vezes. Ja nada significa. A ironia aparece intimamente ligada a um conceito tambem composicional em Herberto Helder: a metamorfose. O pintor, mais do que o filosofo, e interprete do principio transcendente com o qual o homem comunica atraves da arte. A verticalidade do ponto de vista e entendida como a que mais fielmente representa o real a paisagem por ser a unica capaz de o contemplar atraves de varias perspectivas.

Herberto Helder ensaia assim nestes textos uma poetica do realismo que decorre nao so da constante auto-reflexao da pratica artistica, mas que pretende ser igualmente uma tomada de posigao na polemica que desde os anos 40 opunha neo-realistas, presencistas e surrealistas. A questao que se Ihe coloca e a de traduzir essa mesma realidade para o quadro respeitando a sua natLireza mutavel. Era a lei da meramorfose. Compreendida esta especie de fidelidade, o artista pinroii um peixe amarelo. Recordo que e nos anos 60 que Lacan, influenciado pelos surrealistas, define o real em termos de trauma.

Nestes casos, o sentido deriva da repeti ;ao. O poema consegue o vazio que Deus habita Diogo A ironia como metodo tern em Kierkegaard o seu cultor etico por excelencia. Para este filosofo, a ironia nao e apenas um momento de negatividade necessario Hegel , mas representa o inicio da SLibjectividade. E se identificamos em Herberto Helder grande parte da gramatica do Surrealismo, a conHuencia do modernismo tardio com a logica das vanguardas resultou numa Riga a escola contrapondo-se a ela uma solidao auroral oti uma mitologia pessoal Diogo Solidao auroral ou mitologia pessoal indicam uma instancia intra-literaria, formada no texto ou na obra, de maior impacto em textos liricos, isto e, naqtieles textos que exp5em uma experiencia Rmdada ntim Eti.

A poesia encontra-se assim no centro da experiencia literaria como a forma que mais claramente afirma a especificidade do dominio do literario Culler Esta e a problematica de que me ocupo em seguida. A proximidade entre estes textos, stibordinando-os no entanto a matriz lirica, favorece uma coesao textual que passa por uma coesao da instancia enunciativa. No mesmo ano em que Roland Barthes proclamava a morte do Autor , Herberto Helder prometia-se ao silencio.

Parecendo que coincidiam os animos destrutivos, eles encontravam-se na verdade em campos bastantes distantes. No entanto, o decreto de Barthes abalou estruturas que nao podem ser destruidas, como provam os discursos de minorias que sempre se aprestam a recuperar a figura do Autor, ainda que recusem um modo autoritario de garante do sentido. A razao para este aparente paradoxo reside na impossibilidade de fazer desaparecer as posigoes de sujeito: ascendendo da morte do Autor, podera o leitor substituir o autor textual? Pretendo agora articular estas questoes com a obra de Herberto Helder. Impotencia e impostura, qualidades tragicas da linguagem poetica, passam a significar uma vivencia em crise e a falencia do sujeito.

E assim que autores como Baudelaire resolvem triunhmtemente a vida na obra, e analogamente, outros como Rimbaud abandonam a literatura. Ao evidente fracasso do decreto vivido como uma descoberta corresponde a necessidade de o narrar, a expressao da aporia so podendo ser feita pelo poeta capaz de expressar a ambiguidade da sua condi ;ao. The Rhetoric of Romanticism Para De Man, um texto no qual o autor declara ser o sujeito do seu proprio entendimento autobiografia nao difere funcionalmente de quando um sujeito reclama a autoria de determinada obra; nos dois casos estamos perante uma serie de substitui 9 oes especulares de autoria.

Em nenhum texto de Herberto Helder esta especularidade e explicitada por via do nome: nunca o nome do autor aparece gravado em outros lugares alem da primeira pagina. Neste momento recorro ao trabalho de Helena Biiescii na sua analise da instancia do autor na obra The Alexandria Quartet Lawrence Dtirrell. Defende Buescu que A segLinda prende-se com o facto de o efeito do autor textual da obra herbertiana se potencializar virtualmente em todos os seus narradores. Nao pretendendo debater a questao do efeito de autor na obra-prima de Durell, transfiro esta problematica para Herberto Helder em cuja obra esta questao e certamente mais complexa.

Se o papel do leitor consiste em validar a aiitoria destes textos, Lima tarefa que Ihe cabe e de verificar os dados biograficos. Vemos que, ao contrario do que foi dito acerca dos quatro romances de Lawrence Durell, o efeito autoral n Os Passos em Volta confunde-se com e implica-se em cada um dos narradores sem, ao mesmo tempo, o fazer explicitamente. Dever-se-a talvez falar de efeitos de autor sem abandonar a possibilidade da sua confluencia num fmico — isto e, nao submetendo a priori o texto a tirania do fmico.

Seguindo esta leitura, Os Passos em Volta nao obedece a uma logica temporal que o estabelece como variance em prosa de Poesia Toda mas como unidade- com unidade em equidistancia descentralizada desta. Obras Citadas Barthes, Roland. Roland Barthes: Oeuvres Completes. Paris: Seuil, Blesa, Tua. Los trazos del silencio. Zaragoza: Departamento de Linguistica General e Hispanica, Buescu, Helena Carvalhao.

Em Busca do Autor Perdido. Historias, Concepgdes, Teorias. Lisboa: Cosmos, Capel, Lee M. The Concept of Irony. With Constant Reference to Socrates. Soren Kierkegaard. Culler, Jonathan. Structuralist Poetics. Structuralism, Linguistics and The Study of Literature. A alquimia da linguagem. Leitura da cosmogonia poetica de Herberto Helder. Lisboa: INCM, Aesthetic Ideology. Minneapolis: U of Minnesota P, Diogo, Americo Anonio Lindeza.

Herberto Helder: texto, metdfora, metdfora do texto. Coimbra: Livraria Almedina, Foster, Hal. Gtismao, Manuel. Vol 1. Lisboa: Verbo, Os dots crepiiscidos. Sohre poesia portuguesa actual e oiitras cronicas. Lisboa: A Regra do Jogo, Marinho, Maria de ILitima. Herberto Helder. A ohra e o homern. Lisboa: Editora Arcadia, Merquior, Jose Guilberme. Miller, Hillis. Michael Clark. Revenge of the Aesthetic. The Place of Literature in Theory Today. Silvestre, Osvaldo. Revista de teoria e critica. E actualmente professora assistente de literatura portuguesa e espanhola na Universidade de Purdue, Indiana.

De momento os sens estudos centram-se na poesia portuguesa e espanhola de mulheres, com particular enfoque na poesia galega contemporanea. Universitat de Barcelona E-mail: soliveir purdue. Klobucka Abstract. I he rigorously inventive lyric of Luiza Neto Jorge , one of the most distinctive voices in Portuguese poetry since the s, cultivates as its substantive and instrumental lulcrum a consistent emphasis on gendered corporeality. One of the most distinctive voices in Portuguese poetry since the s, at the time of her death in Luiza Neto Jorge left behind a body of work as compact as it is intensely and rigorously inventive.

Bern, eti acho que, acima de tudo, ha entre nos afinidades que so indirectamente tern a ver com a poesia! Depois sera talvez mais facil, mais possiVel, a total reconstriigao, formas e ideias novas. Concomitantly, her inaugural volume of poetry, A Noite Vertebrada, adopted as its leading motif the rhetoric of spatial and temporal immobility destabilized by breaking loose into a freer, more fluid and unpredictable time and space.

Voii correr mundo, vou matar-me. Emancipada da noite, livre indoloridamente, minha angustia despediu-se, lambeu-me as maos. This predilection may help explain her success both in assimilating the surrealist legacy and in escaping the peril of perpetuating some of its more cliched formulas and facile venues of expression. Nao desces aquela cave onde estao os oceanos c os jLiramentos Hquidos. Se o atomo e divisiVel so o poeta o diz.

A divisibilidade da luz aclara os misterios. A mulher tern filhos. ANNA M. As Grosz comments, [Body fluids] affront a subjects aspiration toward autonomy and self-identity. Body fluids flow, they seep, they infiltrate; their control is a matter of vigilance, never guaranteed. Whether by the force of a religious exorcism or by the magic of a love philter, tears and pus become distinct substances, but, as the poem has already implied, both religion and love also provide ample ground for the confusion of these and other efflu- ences of bodily matter.

Taken jointly, how- ever, they do seem to indicate a more comprehensive change of perspective in Portuguese cul- tural discourse, from a generalized denial ol any meaningful symbiosis between feminist com- mitment and literary value to an at least partial recognition that a specifically female perspective and identifiably feminist concerns occupy an important place not only in Western literary tra- dition at large, but also — and particularly — in the twentieth- and twenty-first-century Portuguese modernity. It is significant that such remarks have tended to appear in reviews of new collections published by women poets writing in Portugal today, most notably those, such as Ana Luiza Amaral, who openly signal their aesthetic and ideological indebtedness to femi- nism.

Private jokP. Recurso ao sfmbolo? Works Cited Bachelard, Gaston. Paris: Quadrige, Battersby, Christine. Gender and Genius. Towards a Feminist Aesthetics. Bloomington: Indiana UP, Baudelaire, Charles. Oeuvres completes. Paris: Robert Lafont, Cixous, Helene. Douglas, Mary. London: Routledge and Kegan Paul, Gatens, Moira. Feminism and Philosophy. Perspectives on Dijference and Equality.

The Madwoman in the Attic. New Haven: Yale UP, Grosz, Elizabeth. Volatile Bodies: Toward a Corporeal Teminism. Guerreiro, AnttSnio. Gusmao, Manuel. Horta, Maria deresa. O Independente 29 Junho : Irigaray, Luce. Catherine Porter. Ithaca: Cornell UP, Jorge, Luiza Neto. A Lame. Lisboa: Assirio e Alvim, Kristeva, Julia. Os Dois Crepusculos. Marinho, Maria de Latima. O Surrealismo em Portugal. Lisboa: IN-CM, Martins, Lernando Cabral. Moi, Toril.


  1. How To Draw A Human Head.
  2. RIC | Curriculum Vitae | Silvia Oliveira.
  3. The Feaster From The Stars (Blackwood and Harrington)?
  4. Hilda Hilst;
  5. Rocha, Clara Crabbé.

London and New York: Routledge, Nava, Luis Miguel. Alguns aspectos da poesia de Luiza Neto Jorge. Riffaterre, Michael. Semiotics of Poetry. Bloomington: U Indiana P, Rosemont, Penelope, ed. Surrealist Women: An International Anthology. Austin: U Texas P, Spivak, Gayatri Chakravorty. Mark Krupnick. Anna M. E-mail: aklobucka umassd. Son of man. You cannot say, or guess, for you know only A heap of broken images, where the sun beats, T.

Eliot, The Waste Land Escrever sobre Antonio Franco Alexandre, poeta portugues, nascido em Viseu em , e professor de Filosofia na Universidade de Fisboa, e certamente uma tarefa difkil por tres motivos de relevancia desigual. Por exemplo, Americo A. Em segLindo lugar, Antonio Franco Alexandre cria alguma instabilidade em describees de indole periodologica, assentes geralmente em criterios que registam homologias de interesses tematicos e de procedimentos literarios.

Felizmente, tais discordancias so podem suscitar um alargamento da extensao conceptual da expressao regresso ao sentido. Concordo que esta e certamente uma boa describao do muito que se passa em muitos poemas de Antonio Franco Alexandre, mas so com alguma flexibilidade teorica e que a percebo como uma describao visivelmente complementar e contigua das primeiras definiboes de regresso ao sentido.

Esta recusa do cepticismo e proporcional a qualidade da experiencia epifanica que resultou da leitura do texto e que as nossas teorias poeticas mais disponiveis enquadram conceptLialmente ou resolvem nos casos mais dramaticos. Inversamente, quando nao conseguimos perceber nada ou quase nada de urn texto, esta recusa infrutifera do cepticismo, que, paradoxalmente, nao encontra sequer um objecto conceptualmente estavel acerca do qual possa duvidar, tern como sintoma uma angiistia e desanimo extremos e o SLibsequente desespero semantico resulta numa especie de lesao da nossa integridade ontologica.

O interesse e originalidade da poesia de Antonio Franco Alexandre nao se situam apenas no problema ontologico que acabo de referir, sendo esse problema apenas um efeito colateral desta poesia. Antes se afigura, desde logo, como essencial o modo como se contesta a ideia segundo a qual a importancia.

Este e, penso eu, um aspecto essencial porque transfere a discussao do poema de topicos que habitualmente relacionamos com a mimese e o modo como o texto se relaciona com a realidade ou com outros textos, indiciando de forma mais ou menos evidente a sua propria leitLira, para a questao, aparentemente previa, da natureza da propria linguagem, enquanto suporte fisico de uma coisa chamada poesia e do sentido.

Denuncia-se uma concepgao do poema e da leitura como espa 90 s de uma viagem erratica, sem destino definido nem protagonistas identificaveis, por imagens aparentemente aleatorias e convocadas por esti'mulos varios e imponderaveis. A mera sugestao desta hipotese deve pelo menos colocar o leitor de sobreaviso relativamente a um entendimento glorioso do valor da poesia, como alternativa epistemologica.

Mais do que uma recusa, diria que se trata de uma especie de trabalho de Penelope em que, no entanto, a qtiantidade de tecido que se desfaz e superior a que se elabora, como se o unico fundamento do pouco que se tece fosse o muito que, depois ou no mesmo instante, se pode destecer. O SLijeito que duvida e elidido por uma especie de autonomia nao deliberativa e precipitada que as diividas adquirem, mas que as esgota.

A pornografia e um medium que dilui os corpos e os sentidos, uma vez que opera por sinedoque e localiza numa parte a irrelevancia do todo, amputando? As coisas parecem ser, assim, mais resistentes e recalcitrances do que o atitismo e o cepticismo de que, aparentemente, o poeta se protege relativamente a elas, a sua existencia e ao que, por prosopopeia, Ihe ditam. O fim ultimo e, como sustentarei, a dissolu 9 ao pela e na linguagem quer do poeta quer das coisas. Pelo exercicio da poesia, descobre-se que a linguagem existe enquanto evidencia material cega e muda. Como contraprova do cepticismo, a linguagem remete, no entanto, para uma recusa e um vazio.

Hies sao principals sobretudo no sentido de primeiros, i. Sao principals na medida em que sao absolutamente incaracten'sticos, do ponto de vista do valor, e portanto assumem Lima autonomia colectiva indistinta que os faz presentes e principals de um modo absokito, nao sujeitos a hierarquias e igualmente dispomVeis a linguagem. Mais do que sujeito de preferencias, o poeta e, entao, o que recebe, e nao o qtie incorpora, de forma qtiase indiscriminada.

Recebe-se portanto tambem o que nao se pediu, aqtiilo em que nao se ere e considera-se interrogativamente a possibilidade de serem conjugados os elementos de uma realidade tao disseminada e pulverizada pela linguagem. Abrindo com uma epfgrafe de Wittgenstein nas Investigagoes Filosdficas, paragrafo 38, em qtie se associa o acto de nomear ao do baptismo de um objecto.

De facto, reconhecendo-se como um recipience informe e universal de coisas imprevisiVeis, como armazem nao mensLiravel, elide-se a possibilidade de reunir um con junto identificavel de interesses que confira uma forma defimVel a voz de Os Objectos Principals no entanto, acumula referencias, metom'micas ou nao, a fantasmas, a memoria, a um passado e a outras vozes. E o que parece acontecer no poema que passo a citar e onde metaforicamente julgo poder ler-se aquilo que Harold Bloom designou por anxiety of influence. Ibdas as frases vinham do passado, o sujo biiraco da inemoria.

E ja por prova sc Hxe no papel a garatuja. A Parte III deste livro e composta por vinte e sete poemas que supostamente evocam uma viagem ao Brasil. Qiier dizer, o texto constitui-se como lugar em qtie visitar e ver se desencontram. Se nenhuma memoria nos basta. Se estamos chamando, clamando, E em nossas maos te levamos; tu nos levas. Nao e tambem facil determinar, no contexto deste poema, a quern se pede e a quern se promete, tal como nao e transparence quer o conteudo do pedido quer a materia da promessa, dada a extensao hiperbolica do pedido e da promessa.

E como se o que fosse realmente importance fosse abstractamente pedir e prometer que, no entanto e deste ponto de vista, parecem ser actos falsos e infelizes de pedir e prometer e transformam o texto num exerdcio ilimitado de retorica. Consideremos o acto de pedir, os seus eventuais destinatarios e o que possivelmente se pede.

Em primeiro lugar, em Oasis, ha essencialmente dois tipos de pedido: o de se ser recebido e o de que ao eu seja dada qualquer coisa. Interessantemente, em Oasis, a alternancia entre pedidos e promessas de natureza tao abstracta, antitetica e paradoxal e quebrada por versos que SLigerem um emitico percurso por Lisboa, sem qualquer sentido ou conexao logica. Em certos momentos, referem-se tambem outros lugares, percorridos heroicamente por Whitman nas folhas de Leaves Of Grass — Arizona, California, Mississippi, Louisiana — e a propensao e interpreta-los como destinos alternativos de uma existencia poetica.

Mas que viagem e realmente esta e que mundo e este? Ja percebemos que o mundo e, num certo sentido, o mundo da poesia, o mundo enquanto poesia e a poesia enquanto mundo. Se assim for, entao o percurso, que em Oasis se sugere, e um percurso por imagens poeticas dispomVeis, existentes, num certo sentido, fora do sujeito e as quais o mesmo pretende aceder.

E um percurso por folhas.

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Torga, Miguel

Quer dizer. Quern pode ser este sata que visita o en de Oasis, que o trata por igual e partilha o seu destino? Em Oasis, Franco Ale- xandre parece, ecoando Cesario, lamentar o destino de pedestal, de petrificada mudez e sustentagao dos outros, do sata, que o visita e tern pelo menos dois nomes, Camoes e Cesario Verde, e dele proprio, enquanto entidade poetica que ja pode ser tratada como igual.

Percebe-se entao que esta viagem caotica e alucinada, realizada em Oasis, e talvez uma viagem epica de confronto e identifica ;ao com dois poetas maiores da literatura portuguesa. Na impossibilidade obvia de comentar minuciosamente cada Lima destas historias, torna-se, no entanto, imperativa a referenda a um aspecto essencial que julgo nao so constituir um micleo de sentido comum aos poemas de Qiiatro Caprichos como tambem aos poemas de Uma Fdbiila, o Liltimo livro de Franco Alexandre.

De facto, o mundo das historias de Qiiatro Caprichos e composto por seres CLija existencia intermitente se manifesta em sistematicas descontintiidades ontologicas, nao necessariamente morfologicas. O signo linguistico e uma especie de prosopopeia ilimitada, qtie suplementa a morte e revela o aparecimento do mundo, sucessivos e qtiase simultaneos. Justamente G. Estas virtualidades de G. Se tivesse f voltado a direita, diz A. Encontraria B.

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Encontraria, outra vez, o homem suiq:o menos jovem, teologo, sem me reconhecer. Encontraria A. Encontraria o corpo de B. Aos olhos de A. Quer dizer, embora, como diz Americo A. Na indecisao que se joga entre ser este urn amor narcisico, que nao se da porque nao ha ninguem a quern se dar, oil urn sacriHcio e artificio do desejo para preservar a existencia do outro, que cria dentro de si mesmo, intocada do sentimento, localiza-se a angtistia e a solidao do s amante s. Rapidamente percebemos que os objectivos de Pa nao correspondem as respostas do produto e as expectativas deste.

Desejo men, em tua sede habito; meu mestre, escravo, amante, pois servimos no mesmo chao o mesmo antigo lume. Para Franco Alexandre, metamorfosear-se, transformar-se e reconhecer-se multiplo nao correspondem necessariamente, penso eu, a uma ilusao de omnisciencia por parte do poeta, a uma progressao para um posicionamento mais dramatico do que lirico ou a uma especie de osmose cosmica, em nome da poesia. O que se passa e a silenciosa consciencia de uma solidao e de um cepticismo qtie irrompe da sistematica tentativa do SLijeito querer acreditar que nao esta so e que os outros existem e Ihe devolvem Lima consciencia da sua propria existencia.

Que certeza posso ter de mim se a cada momento sinto que sou outro? Como se pode amar, realizar a vontade de amar, se o objecto do amor se reduz e apenas se deixa traduzir nas palavras de desejo de quern ama, nao possuindo identidade ou sequer as marcas de um rosto? Ninguem melhor conhece o amor, e o desprezo do amor.

Riffaterre considera que a passagem da mimese a semiotica se opera por uma necessaria suspensao das consideragoes referenciais relativamente a poesia, em virtude das agramaticalidades referenciais que o texto manifesta e que perturbam a nossa presunqao de referencia. Perante uma agramaticalidade, do ponto de vista mimetico, verifica-se um esclarecedor impasse interpretativo que implica o abandono da convieqao de que, no poema, se assiste a uma relagao entre as palavras e um estado de coisas e permite a descoberta de que afinal o que se observa e uma rede semiotica de relates entre signos.

O poema e, ultima analisc, urn continuum de tautologias, paradoxos e parafrases. Este e um argumento que D. Sem Palavras Neni Coisas. Lisboa: Iniciativas F. Os Objectos Prindpais. Coimbra: C'entelha, Forro: Cora de Agua, A Peqiiena Face. Qaatro Caprichos. Urna Fdbula. Amaral, Fernando Pinto Do.

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Bloom, Harold. Miguel 'Famen. Lisboa: Cotovia, Cavell, Stanley. Cambridge: Cambridge UP, Cruz, Gastao. A Poesia Portuguesa De Hoje. Lisboa: Relogio de Agua, L'lerrida, Jacques. Paris: Minuit, Diogo, Americo Antonio Lindeza. Modernismos, Pos-Modernismos, Anacronismos. De Antonio Franco Alexandre. Lopes, Oscar. As Cifras do Tempo. Lisboa: Caminho, Man, Paul De. The Rhetoric Of Romanticism. Rillaterre, Michael. Semiotique De La Poesie. Trans, par Jean-Jacques Thomas. Paris: Editions du Seuil, Trabalha regularmente na dramaturgia de espectaculos.

Email: nevesnanet netcabo. The poetry of Joao Miguel Fernandes Jorge is a continuous attempt to grasp the spirit of the place: a poem is what is retained by the poet after his travels around the world. Avoiding the trap of simply describing his journeys, the poet creates images that reshape historical and geographic realities, that is to say, in his own poems he goes beyond his mere physical presence in a place to find the mysterious laws of poetry.

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In his poems, he builds homes for the gods so that they will strengthen his words and images. Since the gods know the mysteries that poets want to translate into poetry, the poet follows them, enters the deep sea, searches among ruins, overhears enigmatic dialogues, and travels around the world like an ancient oarsman.

Sometimes we read a poem and are astonished by its clarity, its familiar tone, by the straightforward logic that pervades it.

1907 - 1995

Is death something we choose, like we choose a poet from the book- case to read at night? The singularity of this poem is that a place is the place of poetry and that the death of Pound enhances Venice as a place. Who is supposed to be the chronicler of such a trivial wish? An anonymous passerby who aspires to be eternally connected to Venice and poetry? ITe answer most certainly is: the poet himself The poet is the ghostlike being whose function it is to overhear the dialogues hov- ering about him.

Sometimes we have the impression, as we have in this case, that the inquiry coincides with the poem — what is the point of knowing how to start a poem when the poem is already written? The poem is half-written as soon as the poet eavesdrops on a conversation, or when he has a conversa- tion with someone he does not bother to identify.

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Antonello, a famous Italian painter , was not from Venice. Neither was Pound. Antonello, however, did not die in Venice. One thing is certain: the mystery of the title matches the subject matter of the poem. For now we have to divine the spirit that connects these bodies or parts. Antonello was from Massina, in Sicily. Pound was from Hailey, Idaho. Fernandes Jorge is from Bombarral, Portugal. Pound died in that Italian city, adding his poetic persona to that already mythical place.

As for the Portuguese poet, he tries to overcome his belatedness by uniting his name and poetry both with those two monumental figures and with the history of Venice. Antonello impressed the Venetians with his artistic virtuosity, by creating forms with color rather than with the usual lines. Fernandes Jorge tries to grasp or evoke the place enriched by the painter and the American poet.

His virtue lies in his poem and the fact that he seemed to be in the right place at the right time. Like Eliot, he was there to capture the dialogue or invent more or less frivolous characters, that is to say, to impress by means of his poetic virtuosity. If Eliot imitated Laforgue, Fernandes Jorge imitates the spirit of the place. More properly, a poem Is made of names and places that acquire a particular meaning because they are evoked by the poet, because it is the poet who sees everything.

It is his point of view that exerts a pull on the images and reshapes historical and geographic realities. A poem is, therefore, an overlapping of figures and places; it is what is retained by the poet after his travels around the world, after avoiding the trap of simply describing his journeys. The work of the poet consists in going beyond his mere physical presence in a place.

We are condemned as it would be useless to put up doors to contain the sea. We have a body and we are not body a soul a Ireedom and we are not soul or freedom. All of this is body soul Ireedom and what we invent discover defend. Although Pound died in Venice, even there he too was condemned to live beyond his existence, that is to say, in poetry. The poet travels and by doing that he establishes his own place. Between what is hidden to him and what he exposes, there is the place of poetry. He was con- demned to create his own place. From coffee shop to cof- fee shop, the poet intertwines the reality of his inner nature, always in motion, always creating news and unexpected paths, with the reality he sees in front of him.

Seated on a chair, he broods over his youth while he flips through a newspaper or plays with a piece of lemon peel in his fingers as he observes other customers. His dreams, his inventions are, conseqtiently, the point of view of his spirit, although it is important to point out that the oneiric part of his poetry is nothing but the amalgamation of chunks of reality. It goes without saying that both this reconfiguration and the revisitation of the cul- tural past only occur when the poet asks himself how he can write a poem with this material.

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